Negacionismo científico y enseñanza de las ciencias: una lectura crítica a partir del esperantismo filosófico y científico en Gramsci

  • Marianna Versiani Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) https://orcid.org/0009-0002-2682-0368
  • José Antônio Miranda-Sepulveda Universidade Federal Fluminense
  • Rodrigo Cerqueira do Nascimento Borba Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG)
Palabras clave: base nacional común curricular, filosofía, nueva escuela secundaria, pedagogía crítica, reformas neoliberales

Resumen

Este artículo investiga el concepto de esperantismo filosófico y científico, elaborado por Antonio Gramsci, articulándolo con la figura del intelectual orgánico, con el objetivo de comprender los impactos de la fragmentación del saber y de la separación entre teoría y práctica en el fortalecimiento de los discursos negacionistas. El esperantismo filosófico y científico designa una forma de pensamiento desvinculada de la realidad concreta, que presenta el conocimiento como neutro, técnico y universal, ignorando su dimensión histórica y política. Esta visión favorece la alienación cultural y debilita la capacidad crítica de los sujetos, abriendo espacio para la difusión de discursos anticientíficos y negacionistas, que se multiplican precisamente cuando el conocimiento se separa de las experiencias sociales. En contraposición, Gramsci propone el concepto de intelectual orgánico —sujeto que construye saberes en diálogo con las contradicciones de su grupo social y actúa en la disputa por la hegemonía cultural—. Este intelectual tiene un papel fundamental en la mediación entre el conocimiento científico y las clases populares, promoviendo una pedagogía crítica capaz de enfrentar el oscurantismo contemporáneo. El artículo sostiene que la crisis de autoridad de la ciencia está relacionada con la pérdida de su función educativa y con la despolitización del conocimiento en el espacio público, proceso agravado por las reformas neoliberales que debilitan la educación como espacio de formación crítica. Se reafirma así la urgencia de recuperar una concepción de la ciencia comprometida con la historicidad y con los intereses colectivos, como instrumento de emancipación y resistencia frente al negacionismo.

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Cómo citar
Versiani, M., Miranda-Sepulveda, J. A., & do Nascimento Borba , R. C. (2026). Negacionismo científico y enseñanza de las ciencias: una lectura crítica a partir del esperantismo filosófico y científico en Gramsci. Bio-grafía, 19(36), e23364. https://doi.org/10.17227/bio-grafia.vol.19.num36-23364

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Publicado
2026-01-01
Sección
Bio-ensayo

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