REFLEXÃO SOBRE A CONTRIBUIÇÃO DAS CIÊNCIAS AMBIENTAIS E SEU COMPROMISSO SOCIAL
Resumen
A recente implantação de um Curso de Pós-graduação na área de Ciências Ambientais na UNIJUI estimulou um fértil debate
acerca do escopo das ciências ambientais. Os múltiplos debates que ocorreram no processo de construção da proposta curricular visavam o compartilhamento de visões minimamente convergentes entre o corpo docente, originário de distintas formações disciplinares. O presente relato objetiva expressar aspectos reconhecidos como basilares a serem compartilhados na execução da proposta. Uma perspectiva estritamente ecológica das questões ambientais reduz a enorme complexidade do fenômeno ambiental a uma mera questão de inovação tecnológica e não incorpora as posições de classe e suas diferentes responsabilidades. Conclui-se que é fundamental uma constante revisão dos pressupostos que se assumem basilares a uma formação em ciências ambientais, consoante com seu compromisso social em direção a sustentabilidade.
Citas
Arkonada, K. (2010). Descolonização e Viver Bem são conceitos que estão intrinsecamente ligados. IHU on-line, São
Leopoldo: Unisinos; 340, 10-13. Disponível em: http://www.ihuonline.unisinos.br/artigo/3439-katu-arkonada-1.
Ministério da Educação, (2016). Ciências Ambientais. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.
Disponível.em:https://capes.gov.br/images/documentos/Documentos_de_area_2017/49_CAMB_docarea_2016_publ
pdf.
Fernandes, V. & Sampaio, C.A.C. (2008). Problemática ambiental ou problemática socioambiental? Desenvolvimento e Meio
Ambiente, 18, 87-94.
Foladori, G. (2001). Limites do desenvolvimento sustentável. Campinas: Unicamp. 17-18.
Gil, A. C. (2008). Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas.
Leff, E. (2001). Saber ambiental. Petrópolis: Vozes.
Leff, E. (2006). Racionalidade ambiental: a reapropriação social da natureza. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.
Jacobi, P. R. (2011). Sustentabilidade, participação, aprendizagem social. In: Aprendizagem social: diálogos e ferramentas
participativas: aprender juntos para cuidar da agua. [S.l: s.n.].
Klein N. (2019). El capitalismo, no “la naturaleza humana”, fue lo que acabó con nuestro impulso para enfrentar el cambio
climatico 2019. Disponivel em: http/www.rebelion.org/noticia.php?id=245192.
Layrargues, P. P. & Lima, G. F. C. (2014). Macro-tendências político-pedagógicas da educação ambiental contemporânea
no Brasil. Ambiente & Sociedade. 17, (1), 23-40.
Leis, H.R. (2001). Para uma reestruturação interdisciplinar das ciências sociais: a complexa tarefa de enfrentar os desafios
da problemática ambiental sem cair no senso comum da sociedade civil. Ambient. Soc. n. 8, Campinas, SP.
Lesbaupin, I. (2010). Por uma nova concepção de desenvolvimento. Disponível em: https://diplomatique.org.br/por-umanova-concepcao-de-desenvolvimento/.
Martine, G. & Alves, J.E.D. (2015). Economia, sociedade e meio ambiente no século 21: tripé ou trilema da sustentabilidade?
R. bras. Est. Pop.1-28.
Nascimento, E. P. (2012). Trajetória da sustentabilidade: do ambiental ao social, do social ao econômico. Estudos
Avançados, 26(74), 51-64,
Pinheiro, S. L. G., Pearson, C. J. & Chamala, S. (1997). Enfoque Sistêmico, participação e Sustentabilidade na agricultura. I:
Novos Paradigmas para o Desenvolvimento Rural. Revista Agropecuária Catarinense, 10(1), 18-22.
Soemarwoto, O.; Conway, G. R. 1992. The Javanese homegarden. Journal for Farming Systems Research-Extension. 2(3),
-118.
Descargas

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial 4.0.


















