A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA ESCOLA PEDAGÓGICA EXPERIMENTAL: UMA VERSÃO PEDAGÓGICA DA ECONOMIA AZUL
Resumo
A proposta da Escola Pedagógica Experimental (epe) no âmbito ambiental retoma várias abordagens de
Gunter Pauli (2011), presentes no seu livro Economia azul. Existem algumas coincidências entre essas duas
propostas. Por um lado, se coloca a necessidade de transformar a visão tradicional do ensino (até agora,
centrada nos conteúdos) e por outro, procurar soluções para os problemas locais. Existem razões para isso:
a) transformar o círculo vicioso que, na atualidade, aumenta a crise ambiental, b) questionar os princípios
da economia baseados em transações do mercado como sistema fechado, c) ir além da construção de ações
ambientais ligadas à produção de elementos biodegradáveis, e d) construir eixos de ação sustentáveis fundamentados
tanto nos conhecimentos sobre os sistemas naturais, quanto no diálogo de saberes.
Nesses termos, existe um compromisso com a formação de cidadãos ambientalmente responsáveis, e não só
consumidores dele; por isso, é pertinente uma transformação profunda do sistema educativo que valorize
não só a necessidade de pensar nos problemas do contexto, mas também a importância de formar cidadãos
que questionam os processos de homogeneização cultural e biológica, imperantes na atualidade.
O presente artigo compartilha as reflexões e descreve a experiência da epe, desde o momento em que retoma
as abordagens da economia azul, para enriquecer sua proposta e consolidar nove projetos ambientais (através
da estratégia pedagógica atas), que resultaram do estudo de problemas genuínos presentes no dia-a-dia da
comunidade escolar.
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